Terceiro do ranking mundial, tenista Dominic Thiem comenta sobre período longe das quadras

Após três meses, austríaco relata fase em que ficou lesionado e sensação de voltar a competir

(Crédito: Alexander Schwarz/Red Bull Content Pool)

Terceiro colocado do ranking mundial da ATP, o tenista austríaco Dominic Thiem está recuperado de uma lesão no joelho e pronto para retornar às quadras. Após três meses, o atleta disputa o Generali Austrian Pro Series, em Sudstadt (AUT), que acontece sem a presença de público e gandulas, com apenas os árbitros centrais, em suas cadeiras. A competição terá duas categorias: masculina (com 16 participantes) e feminina (com oito).

Por conta da chuva, a estreia foi adiada nos dois últimos dias. Caso seja possível, ele retornará nesta quarta-feira (27). E, em entrevista especial ao Red Bull Content Pool, o atleta contou sobre a recuperação, expectativas, principais desafios e próximos passos na carreira. Confira, abaixo, os principais trechos:

Como foi o treinamento desde que você foi autorizado a voltar à quadra novamente em 20 de abril? 

As primeiras semanas de treinamento realmente foram muito boas. Antes disso, fiquei muito tempo sem nada de tênis. Mas, os treinamentos funcionaram e eu recuperei meu ritmo relativamente rápido.

Fisicamente, alguma coisa mudou neste longo intervalo? Você sente os músculos doloridos após treinar um movimento que você, normalmente, executa 1.000 vezes por semana?

Eu não sabia que era possível ter tantas dores! Isto foi surpreendente, pois eu joguei tênis a minha vida inteira. Eu nunca poderia imaginar que o corpo perderia esses movimentos tão rapidamente. No entanto, eu me mantive em forma durante essa pausa com abdominais, exercícios para as costas e corria regularmente para manter a forma física básica. Mas, eu ainda tenho dores musculares depois dos primeiros treinos. Eu não esperava por isso.

Agora, você está treinando em Alt Erlaa em vez de Sudstadt. Como descobriu esse novo local?

Foi um pouco diferente no começo, pois Sudstadt foi meu centro de treinamento nos últimos 15 anos. É provável que seja o lugar que eu passei mais tempo na minha vida! Mas, nós também temos uma boa oportunidade de treinamento em Alt Erlaa. Tem uma academia e tudo o que é necessário para ter um bom treinamento.

A Generali Austrian Pro Series é um formato de torneio completamente novo. O que você pode dizer sobre essa iniciativa?

É uma grande iniciativa para o tênis austríaco. Acho que é muito importante para todos os atletas, porque são os primeiros jogos oficiais após três meses. Em algum momento, o Tour continuará – e quanto mais partidas tivermos, melhor para nós. Desse ponto de vista, é muito importante e nós temos de agradecer as pessoas que iniciaram o torneio.

David Pichler, Lucas Miedler e Sandro Kopp estão no Grupo A contigo. Como você vai encarar essas partidas?

Definitivamente, será muito interessante. Da mesma forma que eu fiquei sem a raquete de tênis na mão por seis semanas, a última vez que eu não joguei uma partida no período superior a três meses foi quando eu era criança. E eu sou um jogador que tem dificuldade quando estou sem ritmo de jogo. Os melhores atletas da Áustria vão disputar a competição, então, os tenistas do meu grupo são grandes jogadores. Se eles lidarem melhor do que eu com essa longa pausa, eles farão jogos difíceis contra mim. O ponto é encontrar meu ritmo e desfrutar do fato de eu poder disputar uma partida de novo.

Dominic Thiem contra Dennis Novak. Essa é a final dos seus sonhos?

Esta pode ser a final dos sonhos. Dennis é um dos meus melhores amigos. Ele é muito importante na minha vida. Nós não disputamos uma partida juntos há muito tempo, provavelmente, sete ou oito anos, então, seria divertido jogar contra ele de novo e, na final do Generali Austrian Pro Series, seria o lugar perfeito para isso.

Você já tem um calendário de eventos para disputar ou é muito cedo para organizar isso?

A Generali Austrian Pro Series está começando agora e é nisso que eu estou focado. Depois disso, os torneios planejados são fora do país quando as restrições para viagens foram menores. Talvez, eu vá disputar torneios semelhantes a este na Alemanha, França e Suíça. Depois, veremos onde a viagem nos levará. Claro que seria um sonho se o circuito regular da ATP continuasse esse ano.

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