Ketleyn Quadros leva primeiro Grand Slam de Judô da carreira em Brasília

Alexia Castilhos leva a prata em duelo com a brasiliense no CICB; David Lima e Maria Portela sobem ao pódio

Foto: CBJ


O público de Brasília lotou o CICB no segundo dia do Grand Slam e não saiu decepcionado. Na segunda-feira (7), o Brasil conquistou mais quatro medalhas na competição. E uma delas teve um sabor especial: brasiliense, Ketleyn Quadros faturou o primeiro Grand Slam da carreira, levando o país ao lugar mais alto do pódio na categoria Meio-Médio feminina. Para completar o dia, o judô brasileiro ainda faturou mais três medalhas: Alexia Castilhos e David Lima foram prata, enquanto Maria Portela levou o bronze.


Ketleyn garantiu vaga na disputa de medalhas com três vitórias: estreou com ippon sobre Edwige Gwend (ITA), passou nas penalidades (shidos) pela russa Daria Davydova e conseguiu um waza-ari na chinesa Junxia Yang. Na final, encarou Alexia Castilhos, que vinha de vitórias importantes, como o ippon em Maylin Del Toro Carvajal, 11ª no ranking mundial, e um waza-ari no golden score sobre a brasileira Mariana Silva. Na final, Ketleyn Quadros aproveitou a oportunidade e conseguiu um ippon no último minuto do combate, levando o público ao delírio no CICB e faturando seu primeiro Grand Slam na carreira.


"Estou muito feliz, principalmente com o apoio da torcida que veio aqui em plena segunda-feira, só tenho a agradecer a todos que vieram, estou muito feliz por ter vencido na minha terra. Essa medalha é fruto de um trabalho muito forte não só meu, mas dos meus professores, da CBJ, comissão técnica, esse ouro é uma conquista nossa", disse Ketleyn.


A segunda medalha de prata veio com David Lima (73kg). O paulista trilhou sua caminhada com ótimas vitórias, como contra o sueco Tommy Macias, cabeça de chave e número dois do mundo no ranking. Na final, pegou o russo Musa Mogushkov, campeão do Grand Slam do Rio de Janeiro em 2011 e 15º no ranking. O adversário conseguiu um ippon logo no início da luta e ficou com o primeiro lugar na competição.


"Dentro de casa a gente fica mais forte. A gente entra 150% nas lutas e tenho certeza que a torcida fez uma grande diferença na minha campanha. Nunca tinha chegado numa competição internacional assim, não estou satisfeito com o segundo lugar, queria vencer, mas avalio como uma boa participação no Grand Slam", concluiu David Lima.


O bronze do judô brasileiro veio com Maria Portela. A gaúcha só não chegou à disputa do ouro porque foi superada pela colombiana Yuri Alvear, que no final saiu campeã do Grand Slam de Brasília. Portela então foi para a repescagem, venceu Maria Perez nas penalidades e conquistou o terceiro lugar com um waza-ari sobre a canadense Kelita Zupancic.

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