Hugo Calderano: "Quero brigar por uma medalha em Tóquio"

Atualizado: 11 de Out de 2019

Mesatenista brasileiro foi bicampeão pan-americano em Lima/2019 no individual e já projeta estar na disputa por medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio/2020

Foto: Facebook/Hugo Calderano


Hugo Calderano é o melhor mesatenista brasileiro atualmente. O número 6 do ranking mundial, apesar de ter apenas 23 anos, acumula experiência e bagagens suficientes para postular uma briga por medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio/2020.


O atleta carioca defende, desde agosto de 2014, a equipe de Ochsenhausen, na primeira divisão da Bundesliga alemã, e nesse ano conquistou o bicampeonato pan-americano no individual nos Jogos de Lima, além de faturar o título nas duplas e o bronze por equipe.


Hugo conversou com o Poliesportivo sobre o seu desempenho nos Jogos Pan-americanos, projetou seus próximos desafios ainda em 2019 e falou a respeito de chegar bem na próxima Olimpíada. Confira:

Foto: Facebook/Hugo Calderano


Poliesportivo: Você foi bicampeão pan-americano no individual em Lima/2019. Como foi lidar com a pressão de ser o favorito para a medalha de ouro e corresponder a toda expectativa?


Hugo Calderano: Sempre que eu jogo um campeonato nas Américas, há uma expectativa de que vou ser o campeão. Então, eu já estou acostumado à essa pressão. Acho que pode até ser um fator a mais de motivação para mim, ainda mais por saber que muito mais gente estava acompanhando o Pan do que os outros torneios que eu jogo ao longo do ano.


Na sua opinião, o Pan de Lima estava em um nível técnico alto em comparação com outras competições do tênis de mesa mundial?


Acho que estava em um nível mais alto do que já esteve, mas ainda não dá pra comparar com Europa e Ásia.


Você também foi ouro nas duplas, ao lado do Gustavo Tsuboi. Quais as principais diferenças de estratégia e treinamento para uma disputa de simples e uma de duplas?

Eu e o Tsuboi tivemos bons resultados em duplas no passado e já estávamos acostumados a jogar juntos. Nunca chegamos a trabalhar muito a nossa dupla, mas acredito que nosso jogo encaixou bem.


A equipe brasileira conquistou o bronze em Lima, da qual você fez parte. A sensação de fazer parte de um time e dividir a competição com outros atletas é um diferencial nesse tipo de disputa?


É uma situação menos comum no tênis de mesa em competições internacionais, mas eu tenho essa experiência regularmente porque jogo na Bundesliga, que é uma competição por equipes.

Foto: Facebook/Hugo Calderano

Quais são seus próximos desafios até o final do ano?


Meu maior desafio é me manter em uma boa posição no ranking mundial até Tóquio. Esse ano, ainda jogo o Aberto da Alemanha, a Copa do Mundo e, se me classificar, as finais do circuito mundial. Além disso, meu time está defendendo o título na Bundesliga.


Como você divide o seu treinamento diário? Há destaque para a preparação física e mental, além da parte técnica e tática?


Treino por volta de 6 horas por dia, a maior parte do tempo na mesa. Não tenho um preparo mental específico, com um profissional, mas trabalho bastante esse aspecto sozinho.

Faltando menos de um ano para a Olimpíada de Tóquio/2020, você imagina que chega no auge da carreira até lá e com chances de faturar uma medalha?


Não acredito que estarei no auge da minha carreira em Tóquio. Tenho certeza de que ainda vou evoluir muito depois dos Jogos. De qualquer forma, quero brigar por uma medalha em Tóquio.

Foto: Facebook/Hugo Calderano

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