Atleta com deficiência auditiva representa o Brasil em Mundial de Futsal

Com apoio da Cochlear, Thalita Mozer participa da competição na Suíça em novembro

“É uma honra defender a seleção brasileira”, declara a atleta de futsal Thalita Santos Mozer, 19, que pratica a modalidade desde os cinco anos de idade e irá competir o torneio mundial realizado de 9 a 16 de novembro, em Winterthur, na Suíça.


“Eu sempre joguei em times masculinos e foi em um deles, na região de Betim (MG), que o técnico da seleção brasileira me viu e convocou para formar a equipe”, explica.


O sonho da atleta de defender o Brasil e participar de uma competição mundial será realizado após anos de dedicação e do tratamento para voltar a ouvir.  


Com um ano e quatro meses, Thalita foi diagnosticada com surdez bilateral profunda após realizar o BERE audiometria de tronco. Anos depois, em 2009, a atleta fez a cirurgia do implante coclear pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Sua mãe, Antônia Lourdilene dos Santos Mozer, 52, conta que o caminho não foi fácil. “Nós não tivemos apoio. Bati em muitas portas que não foram abertas”, lamenta. Para ela, sua filha sairá ainda mais vitoriosa da Suíça.


O que é o implante coclear?

Ao contrário dos aparelhos auditivos, que simplesmente amplificam o som no ouvido externo, o sistema de implante coclear ignora as partes do seu ouvido que não funciona mais corretamente, entregando o som na forma de sinais elétricos através do nervo auditivo para o cérebro.


“É um ímã e um eletrodo inserido dentro da cóclea (parte interna do ouvido), ambos ficam invisíveis após a cirurgia”, detalha a médica otorrinolaringologista do hospital das Clínicas FMUSP, Paula Tardim.”


Na parte externa, para captar os sons e enviar para a parte interna, o paciente deve utilizar um processador de som, conectado à parte interna através de um ímã. No ímã externo pode haver um processador de som auricular ou extra auricular, composto por antena e o processador de fala. Após conectado, o aparelho capta os sons e transfere-os diretamente para o nervo auditivo, de forma que o paciente comece a ouvir.

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