Assim como o Brasil, Pinheiros faz história em Lima com sua melhor campanha em Jogos Pan-Americanos

Com atletas estreantes e veteranos, o clube, um dos principais disseminadores do esporte nacional, encerrou campanha em Lima com 45 medalhas


Divulgação

Após 17 dias de disputas em Lima, no Peru, a 18ª edição dos Jogos Pan-Americanos terminou no último domingo, 11 de agosto. O Esporte Clube Pinheiros, que marca presença desde a primeira edição (Buenos Aires-1951), alcançou sua melhor atuação em toda a história, totalizando 45 medalhas (17 ouros, 15 pratas e 13 bronzes).


O clube refletiu o desempenho do Brasil, que também fez sua melhor campanha após 56 anos, batendo recorde de medalhas e fechando o Pan com 55 ouros, 45 pratas e 71 bronzes, um total de 171 medalhas.


O Pinheiros, que sempre contribui com números expressivos de atletas de várias modalidades nas delegações que representam o país em grandes eventos esportivos, já havia superado seus números na quantidade de pinheirenses convocados.


Em Toronto-2015, foram 63 atletas do Clube. Na edição de 2019, em Lima, o Pinheiros levou 69 atletas, além de 8 membros de comissão técnica. E, em relação aos resultados, a expectativa também era aumentar o número da edição passada (31 medalhas), chegando a 40 resultados. A campanha acabou sendo ainda melhor, com o clube encerrando com 45 pódios.


Contando com toda uma estrutura que vai desde funções mais diretas como técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde, até aqueles que atuam nos bastidores: permitindo que tudo esteja sobre controle, o clube cria o cenário ideal para chegar a estes números.


“O desempenho de nossos atletas nos Jogos Pan-americanos é fruto de um trabalho que vai desde os treinadores, comissão multidisciplinar, medicina esportiva, fisioterapeutas, que fizeram parte de toda esta preparação, passa pela Diretoria e presidentes, atual e de gestão anteriores e vai até todos aqueles que trabalham para que tudo isso funcione, como o pessoal da limpeza, zeladores, administrativos. Um Clube Esportivo se faz nos mínimos detalhes, desde o porteiro até o presidente, se dedicando e amando o esporte azul e preto”, comemora o Diretor de Esporte Olímpicos e Formação, Arnaldo Luis Queiroz.


“Conseguimos subir de 11 para 17 ouros, além de termos um número muito expressivo de medalhas de prata (15). Tenho certeza que com o apoio de todos, continuaremos a nossa caminhada de Clube mais olímpico do Brasil. Vamos seguir a passos firmes para Tóquio 2020”, completa.


O atual presidente do Pinheiros, Ivan Castaldi, também comentou a superação das expectativas pelo time azul e preto. “Cada um dos envolvidos no Pan de Lima traz sua história e dedicação. A combinação dessas histórias e o esforço de cada um foram fundamentais para que o resultado alcançado, 45 medalhas, fosse superior às nossas expectativas.”


Incentivando o Esporte


Considerando os números que o Brasil atingiu, os pinheirenses contribuíram com cerca de 27% das conquistas. Se o Pinheiros fosse um país, teria ficado com a 8ª posição no quadro geral de medalhas, à frente de países como Chile e os próprios anfitriões, o Peru.


Nenhum outro clube brasileiro tem a mesma expressividade que o Pinheiros, que em setembro completa 120 anos de existência e ao longo de sua trajetória desenvolve um trabalho focado, pensando na formação de atletas ciclo a ciclo, o que se reflete em resultados.


Como grande entusiasta do desenvolvimento do esporte nacional, é uma instituição que busca trabalhar em parceria com órgãos do Governo, utilizando ferramentas como a Lei de Incentivo, para dar continuidade aos trabalhos com os atletas.


Desde 2008, o Pinheiros, que é uma organização sem fins lucrativos, conta com projetos incentivados, como forma de compor a sua receita destinada ao esporte. A Lei de Incentivo representa hoje cerca de 25% do orçamento esportivo do Pinheiros, que é distribuído entre quatro projetos diferentes: Formação, Olímpicos Terrestres, Olímpicos Aquáticos e Coletivos. Toda a verba arrecada por estes meios é destinada ao costeio de recursos humanos, como pagamento de salários de comissão técnica e bolsa-auxílio para atletas.


De lá até aqui, já foram três ciclos olímpicos com uma notória evolução que se reflete em resultado para o país. Atualmente, o Pinheiros tem 12 medalhas olímpicas. Seis delas foram conquistadas nas últimas três Olimpíadas: Pequim (2008), Londres (2012) e Rio de Janeiro (2016).


Na última edição, no Rio, o Clube ampliou seu leque de modalidades. Até então, as conquistas se dividiam entre atletismo, judô e natação e, em 2016, a ginástica artística passou a fazer parte desta lista.

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